Oito áreas de governação, cada uma com um coordenador que terá agora a missão de ouvir a sociedade civil e preparar contributos para os programas das eleições que se avizinham: o Partido Socialista da Guarda apresentou a primeira iniciativa voltada para fora, depois de mais de um ano focado na organização interna. Poderá já não ir a tempo das Europeias de Maio mas ainda pretende ter uma palavra das linhas estratégicas para as Legislativas de Outubro, sobretudo no reforço das políticas para o Interior. Porém, o grande objectivo está na formação de uma alternativa à actual maioria do PSD na Câmara para as Autárquicas de 2021 e não antes, como faz questão de sublinhar o presidente da concelhia socialista, Agostinho Gonçalves, demarcando-se do pedido de eleições intercalares feito pelos vereadores do PS logo que foi confirmada a candidatura de Álvaro Amaro ao Parlamento Europeu [ver notícia aqui]. A saída do presidente da Câmara não retira a quem fica a legitimidade para cumprir o mandato e mostrar se estará à altura de concretizar as promessas, esclarece o dirigente. E o facto de só agora o PS vir a público não passa de uma coincidência, dentro da estratégia que tinha sido planeada, assegura. O tempo decorrido foi essencial para delinear uma metodologia que será em tudo diferente da prática anterior de grupos de trabalho, diz Agostinho Gonçalves. Os coordenadores sectoriais são o antigo presidente da Assembleia Municipal durante os mandatos de Joaquim Valente, João de Almeida Santos (com as áreas da cultura, do património e do turismo), o antigo vereador e cabeça de lista à Assembleia nas últimas eleições, Joaquim Carreira, que regressa à vida partidária activa após ter pedido a suspensão do lugar de deputado [recordar notícia aqui], com o planeamento e o urbanismo, a vogal do conselho de administração da Unidade Local de Saúde, Nélia Faria (área da saúde), o deputado municipal Hugo Carvalho (gestão municipal, administração, finanças e recursos humanos), que assim consolida o envolvimento da definição estratégia do partido, depois de ter sido crítico ao ponto de chegar a comunicar internamente a renúncia ao mandato [ver notícia aqui], os também deputados Conceição Santos (acção social, cidadania e igualdade) e Rui Ribeiro (economia, emprego e inovação) e ainda Manuel Santos (agricultura, florestas, ambiente e natureza) e Tatiana Fonseca (educação, formação, juventude e desporto).

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