Fábio Pinto, dirigente distrital do Partido Socialista, reconhece que a Guarda tem recebido boas notícias nos últimos tempos. Mas sublinha que o mérito pertence ao Governo, responsável por «decisões políticas» a que chama «prendas» para a cidade e para o concelho. Por isso entende que o Partido Socialista não devia ter vergonha de vir a público evidenciar o papel do poder central, mesmo em situações que tenham sido despoletadas pela Câmara da Guarda. Na edição desta semana do programa da Rádio «Local Global», o jovem dirigente defendeu que os socialistas devem envolver-se em amplos debates com a sociedade e que as estruturas do partido precisam ganhar visibilidade. Dá, por exemplo, uma resposta política ao PSD, que na semana passada, em conferência de imprensa da comissão política distrital, anunciou a realização de um debate sobre Saúde e criticou o actual Governo, acusando-o de «abandono» da Unidade Local de Saúde da Guarda. «É preciso ter lata!», conclui Fábio Pinto, recordando que os investimentos realizados no Hospital da Guarda tiveram nos governos do PS «os grandes impulsionadores» e que foi o governo da coligação PSD/CDS a tomar a decisão de suspender as obras. É, assim, a primeira voz de um dirigente do Partido Socialista a fazer-se ouvir, depois das acusações do PSD [ver notícias anteriores aqui e aqui].

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