É uma candidatura da Guarda mas com mapa alargado e sem fronteiras. A unidade de missão para concorrer à Capital Europeia da Cultura de 2027 foi ontem apresentada. Envolve a Câmara mas também as Universidades da Beira Interior, de Coimbra e de Salamanca e o Instituto Politécnico. O objectivo é candidatar a Guarda num plano de «território transfronteiriço», refere o presidente da Câmara, Álvaro Amaro. 

À frente da comissão técnica está o antigo secretário de Estado da Cultura, José Amaral Lopes, como a Rádio já tinha avançado em Janeiro [ver notícia aqui]. Este grupo de trabalho conta ainda com Fernando Carmino Marques (do Politécnico da Guarda), André Barata Nascimento (da Universidade da Beira Interior), Efrem Sadak (da Universidade de Salamanca) e Rui Jacinto (da Universidade de Coimbra), bem como programadores Teatro Municipal e do Museu da Guarda, Vítor Afonso e João Mendes Rosa. 

Amaral Lopes, que foi também vereador da Cultura na Câmara de Lisboa e perito destacado na Comissão Europeia, diz que a Guarda tem condições para ser bem sucedida.

Trata-se «de um desafio difícil», que terá todo o suporte político da oposição, assinalou também ontem o vereador do Partido Socialista, Eduardo Brito.

Em meados de Junho do ano passado o Parlamento Europeu aprovou a escolha de Portugal e da Letónia como estados anfitriões da capitais europeias da Cultura no ano de 2027 e determinou que ambos os países teriam até ao final de 2021 para apresentarem as candidaturas à escolha das duas cidades.

No caso da capital a indicar em Portugal, a Guarda foi uma das primeiras a sinalizar a intenção de concorrer. O anúncio seria feito a 30 daquele mês na Assembleia Municipal [recordar notícia aqui].

A competição da Guarda é, pois, com outras cidades portuguesas que já manifestaram também interesse na candidatura, incluindo Braga, Coimbra, Leiria e Faro.

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