Enquanto aguarda pela segunda volta das eleições para a federação, entre Alexandre Lote e Pedro Fonseca [ver notícia anterior aqui], o ainda presidente, António Saraiva, revela em entrevista à Rádio que foi o aparecimento de tantos candidatos que o levou a não concorrer a novo mandato. Não quis ser «areia na engrenagem» num processo de «clarificação» que se tornou «útil e necessário». Eleito há dois anos mas apenas confirmado em congresso federativo oito meses depois, após um longo impasse motivado pelos pedidos de impugnação apresentados pelo então adversário, Eduardo Brito, o arquitecto afirma que procurou conduzir o actual processo eleitoral «de modo exemplar» para que não repetissem as polémicas de que ele próprio foi alvo em 2016. Este é um dos legados que diz deixar. Outro é a «desmistificação» em relação à ideia de que existiria «uma quinta e uma monarquia dentro do partido». O PS distrital é hoje «mais plural» e isso notar-se-á na composição da próxima comissão política distrital. Quanto ao sucessor, deseja-lhe que «consiga fazer melhor».

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