O candidato do PS à freguesia da Guarda, Fábio Pinto, voltou ontem a demonstrar ser, nestas eleições, aquele que tem dentro do Partido Socialista a capacidade para reunir novos e velhos militantes e diferentes sensibilidades. O também líder distrital da Juventude Socialista tem feito uma campanha autónoma - e, em muitos aspectos, mais dinâmica e visível do que a da lista candidata à Câmara - e ontem, na apresentação pública, contou com o apoio do secretário-geral da estrutura nacional e a presença de históricos do PS local e distrital. Este crescente protagonismo e a aposta na candidatura à segunda maior autarquia do distrito levam vários militantes a considerar como muito provável que Fábio Pinto concorra à concelhia da Guarda do PS, por considerarem o ainda dirigente juvenil a «opção para um verdadeiro rejuvenescimento» e para «a reorganização de que o partido precisa localmente», para enfrentar próximas batalhas políticas. Mas o próprio, questionado pela Rádio, responde que esse não é um cenário para ponderar antes de 1 de Outubro. Por agora foca-se num amplo programa de acção para o espaço urbano, que ontem explicou numa sessão pública no claustro do Paço da Cultura. Fábio Pinto começou por fazer  muitas críticas à forma como a freguesia foi gerida neste mandato e deixou propostas concretas para muitas áreas de intervenção. Tudo no pressuposto da autonomia da Junta em relação à Câmara e reclamando passagem de competências.

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