Uma intervenção arquitectónica «aberrante» que só pode impressionar «as pessoas mais distraídas e menos atentas» mas nunca as «pessoas esclarecidas». É assim que Joaquim Carreira, em nome do Partido Socialista, classifica o resultado da intervenção na Rua do Comércio, terminada na sexta-feira [notícia anterior aqui]. O vereador confessa-se mesmo «chocado» com alguns detalhes técnicos e anuncia que vai denunciar a obra à Direcção-Geral do Património, questionando a existência de pareceres. O presidente da Câmara, Álvaro Amaro, devolve a questão: «cabe na cabeça de algum cidadãos que nós iríamos fazer uma intervenção na Rua do Comércio sem termos os pareceres?». Assim, o autarca divide o «choque» de Joaquim Carreira em dois planos: o «choque de arquitecto», que diz respeitar mas sublinha ser apenas uma opinião técnica; e «o choque de político», qualidade em que o vereador socialista tem assento no executivo. É o político da oposição que Álvaro Amaro admite ter razões «para estar em choque». E anuncia que  ficará «mais chocado» quando a Câmara avançar com a «requalificação da requalificação» da Praça Velha, que tal como está «não agrada a ninguém» mas «que os devia ter chocado na altura» e «não chocou».

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