O candidato do PS à Câmara da Guarda, Eduardo Brito, inaugurou ontem, ao final da tarde, a sede de campanha. Fica situada à saída da Central de Camionagem e tem como lema “outro caminho”. Intervieram a mandatária, Luísa Campos, e o presidente da comissão de honra, António José Dias de Almeida. Foi também confirmado o nome do cabeça de lista à Junta de Freguesia da Guarda, Fábio Pinto, que a Rádio tinha avançado na véspera [ver notícia aqui]. Marcaram presença algumas dezenas militantes e simpatizantes  do Partido Socialista e não só: na sede de campanha de Eduardo Brito estiveram, por exemplo, Carlos Gonçalves – ex-militante social-democrata que, recentemente, se afastou da candidatura independente apoiada pelo CDS – e Jorge Libânio, o anterior presidente da concelhia da Guarda do PSD, que em 2015 viu gorada a nomeação para candidato à Assembleia da República pelo partido que liderava localmente. A mandatária da candidatura abriu simbolicamente o espaço que anunciou como um «local de debate» para «conversar e ouvir as queixas das pessoas». Luísa Campos denunciou que «andam por aí alguns que se deixam enganar com papas e bolos», garantido que «quem apoia Eduardo Brito não se deixa seduzir nem por foguetes nem por festarolas de várias cores e feitios». Foi António José Dias de Almeida quem deu um mote de algum ânimo ao discurso para a campanha: estes quatro anos de maioria PSD/CDS na Câmara da Guarda não podem ter sido senão «um parêntesis» na história governação socialista na autarquia. Apenas um «episódio» que, defende o professor, deverá ter fim nas eleições de 1 de Outubro. Até para recompensar «a coragem» que Eduardo Brito demonstrou ao ser candidato. De resto, a candidatura alterou radicalmente a imagem de campanha. Abandonou os tons de azul iguais aos utilizados por José Igreja há quatro anos (quando perdeu a Câmara) e surge agora de vermelho, com o histórico símbolo do PS em grande destaque. Uma tentativa de puxar pelos afectos num concelho «com alma socialista» e onde, acredita um dirigente na explicação dada à Rádio, «o desenho do punho» ainda deverá render votos, como aconteceu ao longo de 37 anos. Por outro lado, trata-se de uma aproximação gráfica à imagem do Partido Socialista a nível nacional, numa altura em que «o governo está a governar bem» e aparece em alta nas sondagens.

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