As pressões da federação distrital da Guarda do Partido Socialista ao ministro da Saúde para que nomeie elementos da «plena confiança» das estruturas partidárias locais foram reduzidas pelo prórprio a «episódio sem qualquer tipo de importância». Adalberto Campos Fernades referiu-se assim ontem, pela primeira vez, à polémica em que foi envolvido pelos socialistas da Guarda, depois de conhecido o email enviado na passada sexta-feira por António Saraiva, líder da federação [ver notícia anterior aqui]. O ministro foi questionado sobre o assunto na Comissão Parlamentar de Saúde na Assembleia da República por dois deputados: Isabel Galriça Neto do CDS; e Moisés Ferreira, do Bloco de Esquerda. Em resposta garantiu que na selecção de quadros dirigentes para qualquer dos organismos que tutela respeitará «sempre e apenas a sua competência, o seu perfil profissional e as suas habilitações específicas». E sublinhou que está empenhado em «tornar impossível que pessoas sem qualificações profissionais e académicas ou sem experiência comprovada possam tomar como responsabilidade a questão de equipamentos que mobilizam muitos recursos financeiros do Estado». Quanto às duas deputadas pela Guarda que integram a comissão (a socialista Maria Antónia Almeida Santos e a social-democrata Ângela Guerra), não consta que tenham abordado o tema.

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