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Pedro Fonseca é o «candidato natural» do PS à Câmara da Guarda. É a opinião dos comentadores políticos da Rádio, para quem os socialistas só têm  a ganhar se não ficarem à espera de uma decisão de Álvaro Amaro, como aconteceu antes das últimas autárquicas. Por isso, o actual vereador e presidente da federação distrital devia dar já dar públicos sinais de disponibilidade, demostrando que o partido não faz depender o futuro da saída, ou não, do actual presidente da Câmara para integrar dentro de poucos meses a lista do PSD ao Parlamento Europeu. O PSD, por seu lado, tem de estar preparado para a eventual renúncia de Amaro, consideram os intervenientes no debate político semanal "Quarto Poder". O partido no poder tem, nomeadamente, de salvaguardar as condições que levaram a um resultado de 61% dos votos nas últimas eleições - bem acima da real expressão eleitoral do partido no concelho.

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O futuro da Associação Comercial da Guarda pode ser a fusão com o Núcleo Empresarial. Esta é a solução defendida pelo presidente da Câmara. Álvaro Amaro diz que se trata de uma opinião apenas pessoal, mas ao mesmo tempo é um desafio que deixa aos associados para que pensem no assunto: a Guarda ficaria mais forte com uma única entidade, a exemplo do que tem sido feito noutras zonas do país. É a resposta do autarca ao pedido feito pelo Partido Socialista, pela voz do vereador Pedro Fonseca, para que o município preste um auxílio financeiro à ACG. Mas Álvaro Amaro contrapõe que «só se ajuda quem se deixa ajudar».

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As crianças de Fornos de Algodres vão ter apoio financeiro, prestado pela Câmara, até aos três anos de idade. Desde que o apliquem no comércio do concelho, diz o presidente, Manuel Fonseca. Um pequeno apoio à natalidade que é ao mesmo tempo um estímulo para o comércio local e um sinal para a fixação de jovens casais.

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Foi a melhor campanha desde os piores anos da crise: o Banco Alimentar da Cova da Beira recolheu no passado fim-se-semana 34 toneladas de alimentos. E também aumentou o número de instituições apoiadas.Apesar disso, ainda não é possível reasponder a todas as necessidades, reconhece o presidente, Paulo Pinheiro.

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Fábio Pinto, dirigente distrital do Partido Socialista, reconhece que a Guarda tem recebido boas notícias nos últimos tempos. Mas sublinha que o mérito pertence ao Governo, responsável por «decisões políticas» a que chama «prendas» para a cidade e para o concelho. Por isso entende que o Partido Socialista não devia ter vergonha de vir a público evidenciar o papel do poder central, mesmo em situações que tenham sido despoletadas pela Câmara da Guarda. Na edição desta semana do programa da Rádio «Local Global», o jovem dirigente defendeu que os socialistas devem envolver-se em amplos debates com a sociedade e que as estruturas do partido precisam ganhar visibilidade. Dá, por exemplo, uma resposta política ao PSD, que na semana passada, em conferência de imprensa da comissão política distrital, anunciou a realização de um debate sobre Saúde e criticou o actual Governo, acusando-o de «abandono» da Unidade Local de Saúde da Guarda. «É preciso ter lata!», conclui Fábio Pinto, recordando que os investimentos realizados no Hospital da Guarda tiveram nos governos do PS «os grandes impulsionadores» e que foi o governo da coligação PSD/CDS a tomar a decisão de suspender as obras. É, assim, a primeira voz de um dirigente do Partido Socialista a fazer-se ouvir, depois das acusações do PSD [ver notícias anteriores aqui e aqui].

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Só há uma maneira de garantir que os médicos venham para os hospitais do Interior: o Governo tem de definir claramente o número de vagas em função das necessidades, criando condições para que sejam preenchidas. É a própria Ordem dos Médicos, pela voz do presidente da secção regional do Centro, a dizer que a planificação tem sido «desastrosa».

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As alterações à lei do associativismo jovem voltara a estar em destaque, em Gouveia, no encontro de associações juvenis organizado pela Federação da Guarda. Em causa a está a possível limitação de idade (30 anos) para o exercício de cargos dirigentes. David Garcia, que preside à federação, não é contra a renovação dos quadros. Mas diz que é preciso ter em conta o impacto em associações de uma região como a nossa.

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