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O Presidente da República diz que ficou aliviado, depois de saber que vai haver uma solução para o emblemático edifício do Hotel Turismo da Guarda. Marcelo Rebelo de Sousa – que presidiu à inauguração da Feira Ibérica de Turismo, ontem à tarde – confessou que a unidade hoteleira faz parte das memórias de infância. Quanto à FIT, acredita que o certame vai ter o acolhimento do país e do Governo, tendo em conta «o potencial de crescimento» que vem ganhando desde 2014.

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Carlos Canhoto é o candidato da coligação PCP-PEV à Câmara Municipal da Guarda. Músico e professor na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco e no Conservatório de Música da Guarda, de 43 anos de idade, é o nome que sucede a Mário Martins, que concorreu nas eleições de 2013. Aires Dinis, economista, encabeçará a lista à Assembleia Municipal.

Está assim completo o quadro de candidaturas por parte de forças políticas que têm representação na Assembleia Municipal. Carlos Canhoto concorrerá com Álvaro Amaro (PSD), Eduardo Brito (PS), Jorge Mendes (Bloco de Esquerda) e Carlos Adaixo (CDS, em coligação com o MPT e o PPM).

Com 9 votos contra (da bancada do Partido Socialista) e 4 abstenções (dos deputados do Bloco de Esquerda e da CDU) a prestação de contas da câmara da Guarda de 2016 foi aprovada por esmagadora maioria, com 55 votos favoráveis das bancadas do PSD e do CDS e de presidentes de junta.

Durante o actual mandato, bloquistas e comunistas tinham sempre optado pelo voto contra os anteriores relatórios e contas do município mas desta vez tiveram uma posição diferente.

A CDU regista apenas uma nota negativa: a autarquia continua a englobar trabalhadores com vínculo precário, como lembrou hoje o deputado Honorato Robalo. A mesma opinião veio da bancada do Bloco de Esquerda, pela voz de Bruno Andrade. 

Já o Partido Socialista não poupou críticas à gestão da actual maioria.

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O edifício do Hotel de Turismo da Guarda vai integrar a rede de imóveis históricos e turísticos do Programa REVIVE e será colocado a concurso para concessão a um investidor privado que ali desenvolva um projecto turístico.

A Rádio apurou que essa é a solução que o Governo acaba de decidir para o futuro daquele espaço.

Será a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, a anunciá-la esta sexta-feira durante a inauguração da Feira Ibérica de Turismo, onde estará também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro esteve na abertura da edição do ano passado e na altura o presidente da Câmara, Álvaro Amaro, pediu a António Costa celeridade na solução, goradas que tinham sido as duas hastas públicas anteriores: uma para venda do edifício por um 1 milhão e 700 mil euros e outra para arrendamento com opção de compra pelo mesmo valor. O grupo Visabeira ainda foi à fase final do segundo concurso mas desistiu quando não viu aceite a pretensão de um período de carência de pagamento de rendas até ao início da operação hoteleira.

A resposta do chefe do Governo chega um ano depois, por intermédio da responsável da pasta do Turismo e já depois de o autarca se ter disponibilizado a propor que o próprio município adquirisse o edifício para a seguir o colocar no mercado, se o Estado não tivesse outra solução e aceitasse revendê-lo ao proprietário original.

A última avaliação imobilária, feita há poucos meses, apontava para um preço-base de 1 milhão e 500 mil euros.

A Câmara vendeu-o por 3 milhões e 500 mil euros ao Turismo de Portugal, em Maio de 2011, no último mandato de Joaquim Valente.

O acordo então celebrado com o Estado previa a reabiltação da unidade hoteleira e a abertura de uma escola de turismo e hotelaria. Mas o Governo mudou naquele ano e o executivo liderado por Pedro Passos Coelho não deu cumprimento ao contrato, tendo-se limitado a liquidar a parte em falta pela compra do imóvel, que entraria nos cofres da autarquia em Fevereiro de 2012.

A então secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, em resposta a uma pergunta da Rádio no início do mandato do governo PSD/CDS, afastou qualquer possibilidade de investimento na requalificação do hotel ou da criação de uma escola temática.

Decorridos quase seis anos, a opção do executivo de António Costa também não vai no sentido de ser o Estado a assumir a reconstrução e a gestão do hotel, preferindo a concessão - mas sem venda - a privados. Resta saber se o projecto da escola de hotelaria será recuperado.

Era, em todo o caso, previsível que o Governo não deixasse passar a Feira Ibérica de Turismo sem ter uma solução para anunciar. E assim o edifício desenhado na década de 30 do século passado pelo arquitecto Vasco Regaleira, encerrado desde Outubro de 2010, passa a integrar a lista onde se encontram castelos, fortes, conventos, mosteiros, palácios, solares e quartéis degradados em todo o país e que vão ser entregues a investidores privados através de concursos para a concessão de direitos de exploração como unidades hoteleiras de gama alta.

O imóvel não será vendido mas sim entregue ao vencedor do concurso por um período longo (nunca inferior a 40 anos, de acordo com os concursos já abertos para outros edifícios ao abrigo do Programa REVIVE), tendo o investidor a responsabilidade das obras de reabilitação e da futura gestão do hotel. Em contrapartida, terá acesso a uma linha específica de financiamento comunitário.

Poderá ser a própria Câmara da Guarda a promover o concurso público internacional, a exemplo do que aconteceu com imóveis deste programa noutros pontos do país.

Em Elvas já foi entregue ao grupo Vila Galé a exploração do Convento de São Paulo, depois do concurso feito por aquela autarquia no ano passado e do acordo assinado com a Direcção-Geral do Património e com a Direcção-Regional de Cultura do Alentejo.

A Câmara de Caldas da Rainha também abriu em Fevereiro concurso para a concessão dos velhos pavilhões termais do Parque D. Carlos I.

Na região há um imóvel disponível no município do Fundão (o antigo Colégio de São Fiel) e outro no de Idanha-a-Nova (o Solar de Marrocos, integrado numa velha vila romana). 

O antigo Hotel da Guarda vai agora juntar-se à lista de edifícios para desenvolvimento de projectos turísticos.

A poucos meses de deixar o cargo de presidente da mesa da Assembleia Municipal da Guarda, Fernando Carvalho Rodrigues defende uma revisão da lei eleitoral que reforce as competências de fiscalização e permita o recurso a unidades técnicas que apoiem o trabalho dos grupos parlamentares. O físico foi o protagonista da edição desta semana do "Argumentário", o programa de grande entrevista da Rádio, onde garantiu que cessará funções por vontade própria e que, quando aceitou o convite de Álvaro Amaro em 2013, deixou logo claro que só cumpriria um mandato. Revelou também que já anteriormente tinha sido convidado para as mesmas funções, não só pelo PSD mas igualmente pelo PS, numa das candidaturas de Maria do Carmo Borges. Em relação ao actual mandato autárquico, deseja que o balanço feito reflita em todo o concelho uma espécie de alegoria da intervenção no Jardim José de Lemos: derrubar barreiras, permitir a circulação das pessoas e ter maior horizonte a partir do mesmo espaço.

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A Câmara e a população de Almeida tinham prometido endurecer a luta, depois da manifestação de há 15 dias contra a decisão da Caixa Geral de Depósitos de fechar a agência da vila. Esta tarde, várias dezenas de pessoas (incluindo autarcas ) invadiram pacificamente as instalações e fecharam-se no interior da agência. O vice-presidente da Câmara, José Morgado, disse há minutos à Rádio que o protesto não termina enquanto a administração da CDG não esclarecer de vez as contradições do processo.

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Pode ficar quase coberta pelo financiamento comunitário a construção do novo quartel de bombeiros de Famalicão da Serra. Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna, garante que se a obra ficar pronta até ao final do ano o pagamento poderá chegar aos 95 por cento.

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