Actualidade

É um alerta do presidente da Junta de Fregueia de Aldeia Viçosa, extensivo a outras localidades do mundo rural. Praticamente todas as aldeias do concelho estão a receber emigrantes e motoristas de longo curso que não estão a cumprir a ordem de quarentena obrigatória e muitas vezes, são eles próprios que incentivam os residentes – principalmente os mais idosos – a irem para a rua conversar e confraternizar em grupo. Luís Prata diz que é uma situação preocupante. A questão dos camionistas de longo curso (que regressam do estrangeiro) também inquieta o presidente da Junta de Freguesia da Guarda. João Prata tem sido confrontado nos últimos dias com algumas dúvidas por parte de motoristas e empresários do sector dos transportes internacionais.

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Utentes e funcionários do lar de Pinzio vão fazer a partir desta segunda-feira testes de despistagem à Covid-19, depois de uma funcionária ter sido infectada. Só depois de serem conhecidos os resultados será decidida a estratégia a seguir. O presidente da Câmara de Pinhel, Rui Ventura, diz que a situação está estabilizada, na medida do possível. Mas o autarca acha que já se corre atrás do prejuízo, pois algumas medidas foram tomadas tardiamente ou que nem sequer foram tomadas. O caso do fecnho da fronteira é paradigmático, apesar dos avisos dos autarcas do distrito. Rui Ventura deu conta de outros aspectos que consisdera urgentes, tanto ao Governo como ao Presidente da República. Mas lamenta não ter obtido, até ao momento, qualquer resposta.

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Já se previa que os lares de idosos fossem uma "bomba-relógio” na pandemia do novo coronavírus. Para já, no distrito a maior preocupação é no Lar Nossa Senhora da Veiga, em Vila Nova de Foz Côa. A instituição tem 64 utentes e 47 estão infectados. Funcionários são mais de 40 e 18 deram positivo. Este domingo os idosos que deram negativo foram transferidos para as instalções da escola agrícola da cidade e os casos positivos ficaram nas instalações do lar (que vão ser desinfectadas nas próximas horas). Inicialmente foi pensado transferi-los para o Centro de Alto Rendimento do Pocinho, mas acabaram por não sair do edificio, explica à Rádio o presidente da Câmara,Gustavo Duarte. Para ajudar nos cuidados, até porque vários funcionários estão de quarentena, chega à cidade uma equipa de jovens voluntários de Lisboa, estudantes de cursos de saúde. O autarca de Foz Côa diz que não tem de momento grandes razões de queixa das autoridades e sublinha que é o tempo de agir e unir esforços, e não de criticar eventuais falhas. E no imediato as preocupações de Gustavo Duarte são outras: a situação é volátil e pode alterar-de de um momento para o outro, porque há mais lares no concelho e, sobretudo, porque muitos dos funcionários do Lar Senhora da Veiga tiveram contactos na comunidade. Só com mais testes se saberá a verdadeira dimensão do problema.

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A Extensão de Saúde de São Miguel, na Guarda-Gare, é um dos quatro pontos de consulta com área dedicada à Covid-19, ao nível da rede de cuidados de saúde primários (centros de saúde e unidades de saúde familiares), que começam a funcionar esta segunda-feira em todo o distrito.

Denominada "Área de Doentes COVID (ADC) na Comunidade", esta unidade receberá doentes dos concelhos da Guarda, Sabugal, Manteigas e Celorico da Beira.

Em Pinhel, para uma estrutura criada junto ao Centro de Saúde da cidade, serão encaminhados os casos daquele concelho e dos de Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida.

Os pacientes dos concelhos de Trancoso, Mêda e Vila Nova de Foz-Côa terão como referência o Centro de Saúde de Trancoso.

Junto ao Hospital Senhora da Assunção, em Seia, funcionará centro para os concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres.

As consultas de Covid-19 terão um horário das 8h00 às 20h00, de segunda-feira a sexta-feira, e destinam-se, segundo a Unidade Local de Saúde da Guarda, a garantir «maior celeridade e eficácia na prestação de cuidados de saúde aos doentes infetados com o novo coronavírus».

O acesso continua, contudo, a ser realizado por triagem através da Linha de Saúde SNS24 (808 24 24 24).

Mas agora a ULS também recomenda que, em caso de demora no atendimento através desta linha, os utentes de cuidados de saúde primários contactem directamente, por via telefónica, «a sua unidade de saúde». Isto nos casos em que «que tiverem tosse (persistente ou agravamento de tosse habitual), ou febre (igual ou superior a 38ºC) ou dificuldade respiratória».

Em função da avaliação da situação, serão encaminhados para «autocuidados, em isolamento no domicílio e sob vigilância», «avaliação médica em Áreas Dedicadas COVID-19 nos Cuidados de Saúde Primários», «avaliação médica em Áreas Dedicadas COVID-19 nos Serviços de Urgência do SNS» ou «INEM».

Está assim criado um segundo nível de tratamento, entre o domiciliário (para casos menos graves) e os serviços de urgência (para situações que comecem a requerer maiores cuidados).

Estas consultas nas novas unidades dedicadoas nos centros de saúde visam prevenir o congestionamento das urgências hospitalares com situações que podem ser tratadas ao nível da rede se cuidados de saúde primários.

O Hospital Sousa Martins é o segundo na região Centro com maior capacidade para tratar doentes cujo tratamento à Covid-19 venha a necessitar de recurso a ventiladores pulmonares, disse hoje à Rádio uma fonte da Unidade Local de Saúde da Guarda. 

Actualmente encontram-se operacionais duas dezenas de unidades, número que só é ultrapassado pelos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Porém, até ao momento estes equipamentos ainda não foram necessários para o tratamento prolongadado de infectados com o novo coronavírus. Nenhum caso de internamento no Hospital da Guarda (que é a unidade de referência para a região Centro) foi considerado grave e dois dos primeiros doentes, ambos residentes na região de Viseu, tiveram alta esta sexta-feira, após quase duas semanas de tratamento hospitalar.

A capacidade da Unidade Local de Saúde vai, aliás, ser reforçada ao nível dos ventiladores disponíveis, também graças a ofertas de particulares. Um só donativo, feito das últimas horas por uma instituição do distrito, vai permitir a aquisição de várias unidades. A informação foi dada à Rádio pela mesma fonte da ULS, que não quis, contudo, identificar a origem nem o montante em concreto. Mas confirmou tratar-se de «um donativo avultado», exclusivamente para este efeito.

Multiplicam-se, aliás, as iniciativas para dotar o Hospital Sousa Martins com estes equipamentos, que poderão ser essenciais numa fase crítica do combate à pandemia.

A delegação distrital da Guarda da Associação Nacional das Freguesias (ANAFRE), iniciou uma recolha de fundos para a aquisição, não só de ventiladores pulmonares, mas também de equipamentos de protecção individual.  A campanha decorre até ao final de Abril e está a ser coordenada por autarcas de quatro freguesias: João Prata (Guarda), João Amaro (Gouveia), Bruno Pina (Vila Fernando - Guarda) e José Rabaça (Casal de Cinza - Guarda).

A fábrica da DURA Automotive de Vila Cortês do Mondego, no concelho da Guarda, entrou em regime de layoff  à meia-noite desta sexta-feira. Mais de 50 trabalhadores ficam em casa, para já por um período de 30 dias. Apenas 4 funcionários do sector administrativo continuam a trabalhar, confirmou à Rádio o representante da Comissão de Trabalhadores, Paulo Ferreira. Assim, a unidade parou a laboração, numa altura de grande incerteza em relação ao futuro.

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Se a programação da Rádio não tivesse sofrido alterações, na sequência do plano de contingência que temos em prática, Sofia Monteiro teria comentado a actualidade na edição da passada sexta-feira do programa “Semana Cruzada”, cujo formato foi suspenso. Alterado o modelo habitual, a ideia agora é ir ouvindo nos jornais diários a opinião dos mais de 20 cidadãos que integram o painel do programa. E, claro, a pandemia é tema incontornável, na medida em que também obrigou à mudança de rotinas dos intervenientes. No caso da professora e dirigente sindical, estar em casa não significa menos trabalho. Até porque subsistem muitas dúvidas por parte da comunidade educativa e as orientações do Ministério da Educação não têm sido claras. Neste tempo de emerfgência e incerteza não podemos comentar a actualidade frente-a-frente, em estúdio, como era habitual. Mas na Rádio nada fica por dizer.

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