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Os números foram revelados por José Pires Manso na edição desta semana do programa "O Mundo Aqui". O coordenador do Observatório Económico e Social da Universidade da Beira Interior diz que entre Janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017 o número de desempregados no concelho da Guarda teve uma redução de 15 por cento.

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O fim  da coligação autárquica na Guarda entre o PSD e o CDS, anunciado unilateralmente pelos centristas, foi um dos temas fortes do “Quarto Poder” desta sexta-feira. Os dois comentadores do debate politico da Rádio analisaram hoje o assunto, com base naquilo que foi dito e escrito pela comissão política distrital do CDS. Tiago Ggonçalves não compreende a argumentação e acha que o partido deu um tiro no próprio pé. E Pedro Pires acha que o caso especifico da Meda (sublinhado pelo CDS para romper as coligações em todo o distrito) foi apenas um pretexto para acabar com o acordo autárquico na Guarda.

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A Câmara da Guarda vai distribuir um total de 50 mil euros a quatro instituições de ensino do concelho. O Instituto Politécnico da Guarda recebe 20 mil, e à Escola Profissional, ao Conservatório de Música de São José e à Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca (no Outeiro de São Miguel), a autarquia reservou 10 mil euros. O presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, reconhece que as instituições não necessitam deste montante para trabalhar, mas sim para ajudar a enriquecer o percurso formativo das comunidades escolares e atrair mais alunos. O presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei, vai canalizar este apoio para um programa de captação de alunos de fora de Portugal. Para António Alves, director da Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca, a Câmara da Guarda compensa as perdas que o ensino particular teve com os cortes do Ministério da Educação a este sector. Alexandre Branco, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia da Guarda – que tutela o Conservatório de Música – adianta que este apoio vai ajudar à renovação dos instrumentos musicais. O director da Escola Profissional da Guarda, João Raimundo, reconhece o gesto da autarquia em investir num sector fundamental como o da educação e explica que os dez mil euros vão ser aplicados no apoio às actividades de enriquecimento curricular e de suporte aos alunos com menores capacidades económicas.

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A comissão política concelhia do Partido Socialista esteve hoje reunida com Eduardo Brito e deu-lhe conta da disponibilidade da estrutura local para vir a convidá-lo formalmente a ser o candidato à Câmara da Guarda. O encontro decorreu na sede do PS e durou pouco mais de uma hora. À saída nem o presidente da concelhia, João Pedro Borges, nem Eduardo Brito quiseram prestar declarações à Rádio. Mantém-se assim, pelo menos oficialmente, o pacto de silêncio que terá sido acordado com Joaquim Carreira. O vereador e número dois da lista à Câmara há quatro anos terá oficializado junto do órgão partidário concelhio a resposta ao convite para ser candidato. Isto há mais de três semanas. Mas comprometeu-se a não tornar pública a decisão e as razões antes de a concelhia concluir o processo, ou seja, antes de ter um nome alternativo face ao cada vez mais evidente cenário de recusa por parte de Carreira. Apesar desse acordo, várias fontes confirmam à Rádio que a reunião de hoje serviu essencialmente para abordar o presidente da comissão política distrital e antigo autarca em Seia. Depois da indisponibilidade de João Pedro Borges (a quem cabe em primeira instância resolver o problema, como presidente da concelhia) por motivos profissionais [ver notícia anterior aqui] e da resposta negativa por parte de António Saraiva (que invocou razões pessoais e familiares mas também lembrou que, enquanto presidente da federação distrital, teria tanto dever de concorrer na Guarda como em qualquer dos outros treze concelhos), Eduardo Brito é agora o nome que reúne a preferência dos dirigentes concelhia, dos quais há um ano teve o apoio quando avançou para as eleições federativas contra António Saraiva. O antigo presidente da Câmara de Seia não foi, hoje, conclusivo na resposta - asseguram as fontes da Rádio. Mas não fechou a porta à possibilidade de aceitar enfrentar Álvaro Amaro - mesmo depois de ter defendido que o candidato socialista à capital do distrito deve ser daqui natural ou pelo menos cá residente. Mas as circunstâncias mudaram e o partido vive numa espécie de "estado de emergência", além de que o principal foco da campanha interna de Eduardo Brito foi, precisamente, a ambição de lutar por um bom resultado nas autárquicas naquele que foi, até 2013, um bastião socialista durante 37 anos. Por outro lado, o presidente da comissão distrital pode ter aqui uma forma de projectar o futuro político: perante a ausência de interessados, a coragem de concorrer a umas eleições difíceis para o PS na Guarda acabará por tornar-se num argumento de peso quando chegarem as próximas eleições para a federação distrital; ou quando se discutir a formação de listas para a Assembleia da República. Certo é que, tal como a Rádio avançou ontem, o PS está a fazer todos os esforços para ter um candidato antes do final deste mês. Até porque para 2 de Abril está marcada para a Guarda a convenção autárquica do PSD, com a presença de Pedro Passos Coelho, onde serão apresentados os candidatos social-democratas a todas as câmaras do distrito. Álvaro Amaro será o anfitrião e os socialistas querem evitar dar-lhe razões para explorar a inexistência de adversário.

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O arquitecto responsável pelo projecto de remodelação do edifício dos antigos Paços do Concelho da Guarda, que está a ser reconvertido para receber a sede da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, garante que a intervenção a decorrer foi «completamente licenciada» pelas entidades competentes, nomeadamente a Direcção Regional de Cultura do Centro e a Direcção Geral do Património Cultural.

«O projecto foi submetido, apreciado e alterado de acordo com alguns pareceres na altura», assegura Jorge Palma, questionado pela Rádio sobre a polémica que tem vindo a público desde que o vereador do PS, Joaquim Carreira, abordou a questão em sessão da Câmara [ver notícia anterior aqui].

«Nem podia ser de outra maneira», sustenta o autor, lembrando que coordena «uma equipa multidisciplinar» na qual «somos todos responsáveis». No aspecto legal e patrimonial, portanto, Jorge Palma diz que o projecto «está salvaguardado». Tudo o resto é «uma questão de gosto». 

Em relação à intervenção em curso, confirma a retirada do gradeamento dos arcos do piso térreo, que classfica «acessório sem qualquer valor patrimonial», porque diz nada ter a ver com o desenho original do edifício construído na época filipina. É um acrescento datado de meados do século XX, motivado na altura por política de segurança, e que «igual aos que se encontram de Caminha a Vila Real de Santo António» em edifícios públicos do género.

O gradeamento será reaproveitado na remodelação em curso no jardim do Solar Teles de Vasconcelos (de que é também o autor), onde ficará a sede da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior.

Responsável por vários projectos na região, incluindo o semi-coberto do Parque Urbano do Rio Diz, no âmbito do então Programa Polis, Jorge Palma é também o arquitecto do Hotel Termal de Longroiva, inaugurado no ano passado, e de unidades do género nas Termas da Fonte Santa (Almeida) e em Unhais da Serra (Covilhã).

Nesta entrevista à Rádio faz a "memória descritiva" da intervenção a decorrer no edifício da antiga Câmara, que conheceu a última remodelação em meados da década de 90 para receber a Mediateca Oitavo Centenário. Mas desde 2005 que o imóvel não tinha qualquer função permanente.

Antes daquela obra, o edifício tinha sido praticamente reconstruído entre os anos 40 e 50, quando também a Sé Catedral foi submetida a uma profunda intervenção no exterior.

 

 

 

 

 

A CDU (coligação entre o Partido Comunista e o Partido Ecologista "Os Verdes") apresentará um candidato próprio à Câmara da Guarda, revelou hoje, no "Argumentário", José Pedro Branquinho. O coordenador da União de Sindicatos do Distrito da Guarda e dirigente da organização regional do PCP apenas confirmou essa decisão, sem adiantar o nome nem a data para a apresentação, que poderá ser feita pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Admitiu, no entanto, ter havido «conversas informais» com elementos do Partido Socialista com vista à eventual convergência numa candidatura comum contra Álvaro Amaro. Nada que tenha passado dessa abordagem. Até porque, lembra José Pedro Branquinho, tal cenário só podia existir com o acordo atempado das estruturas nacionais dos dois partidos, o que nunca esteve para acontecer.

A haver um eventual entendimento à esquerda para a Câmara da Guarda, já devia ter sido ponderado e atempadamente estudado, considerou o dirigente sindical.

A eventual junção do PS a outras forças da actual maioria parlamentar a acontecer só poderá ser feita com o Bloco de Esquerda, cujo coordenador distrital, Marco Loureiro, deu o final do corrente mês como prazo para afastar em definitivo esse cenário.

Daí que o Partido Socialista tente também definir o candidato até 31 de Março.

Nenhuma estrutura, local ou distrital, quer comprometer-se com datas mas várias fontes próximas da direcção do PS coincidem na indicação do final da próxima semana como limite provável para, pelo menos, existir uma solução de compromisso entre os órgãos concelhios e distritais que seja depois remetida à direcção nacional.

O episódio do email da federação socialista a pressionar o ministro da Saúde [ver notícias anteriores aqui, aqui e aqui] teve pelo menos um efeito: levou a que as estruturas do PS em Lisboa tivessem começado a prestar outro tipo de atenção ao que se passa no partido na Guarda. Agora querem ver, o quanto antes, resolvida a questão da candidatura à Câmara.

Afastada (embora ainda não confirmada publicamente por ninguém) a hipótese de Joaquim Carreira, a responsabilidade passou para a concelhia da Guarda. Mas o presidente, João Pedro Borges, já terá manifestado a indisponibilidade para ser ele próprio o candidato.

A principal razão que invoca é de carácter profissional. Empresário nas áreas da comunicação, do marketing, do turismo e dos eventos, diz não ter disponibilidade para uma intervenção mais profunda na vida política. Recentemente ganhou, por exemplo, um contrato com a Rede Regional de Empreendedorismo. Trata-se de um projecto que envolve o Politécnico da Guarda, o Nerga (Núcleo Empresarial da Região da Guarda) e as câmaras da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, entre outras entidades, e para o qual a empresa de João Pedro Borges vai fazer assessoria de comunicação e desenvolver o plano estratégico de marketing, numa prestação de serviços global de quase 40 mil euros para vários meses, segundo o contrato público assinado no final de Dezembro.

A prioridade do presidente da concelhia do PS não passa, por isso, por um envolvimento directo na candidatura à Câmara. Aliás, em várias ocasiões quis deixar claro que tem uma vida empresarial para desenvolver e salários para pagar – fê-lo recentemente na Assembleia Municipal, por exemplo. Daí que a mais que certa indisponibilidade de Joaquim Carreira para concorrer tenha caído como “um balde de água fria” sobre o líder local dos socialistas. Em acto seguinte, a concelhia tentou vincular António Saraiva mas o presidente da federação (que ainda terá chegado a pedir alguns dias para reflexão) comunicou que não está disponível, por motivos pessoais, para concorrer a nenhuma Câmara – nem à da Guarda, nem a qualquer outra onde, como presidente distrital, pudesse ser uma hipótese por dever estatutário, na eventual falta de candidato.

A partir de Lisboa começaram então os contactos. Os dirigentes nacionais do PS estão a bater a várias portas. Assegurado poderá já estar a disponibilidade de Maria do Carmo Borges para ser cabeça de lista à Assembleia Municipal, faltando agora o candidato à Câmara.

E nesta “finalíssima” há dois militantes que estão a ser insistentemente sondados: o deputado Santinho Pacheco e o presidente da comissão política distrital e antigo autarca de Seia, Eduardo Brito.

Fontes próximas do processo adiantam também que o PS quer apostar numa campanha com forte componente cívica e na aproximação, também, ao CDS, agora que foi anunciado o fim da coligação deste partido com o PSD.

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António Fidalgo considera inviável qualquer cenário de fusão de instituições de ensino superior na região, embora reconheça a grande ameaça de sobrevivência que paira sobre as universidades e os politécnicos do interior do país. Mas o reitor da UBI defende uma maior cooperação, porque se nada for feito todas terão os dias contados.

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