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Portugal perdeu por 4-3 com a Itália, num jogo amigável das seleções de Sub-20. Foi ontem na Guarda e valeu pelo encontro, pela festa e pela possibilidade de mostrar das potencialidades da cidade para a acolher jogos como este, destacaram os organizadores. Um reconhecimento que foi feito, desde logo, pela Federação Portuguesa de Futebol.

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Já está marcada a Feira Ibérica de Turismo de 2020. A sétima edição terá lugar de 30 de Abril a 3 de Maio e Cuba aceitou ser o país convidado, na sequência da visita à Guarda da Embaixadora em Portugal, Mercedes Valdez, em Abril passado. Foi o então novo presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, que no primeiro acto público depois de substituir Álvaro Amaro aproveitou a deslocação da diplomata para sinalizar que a FIT é para prosseguir e para alargar horizontes. O convite ficou feito, no sentido de uma cooperação que também poderá acontecer através do apoio à candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027. A Embaixadora respondeu positivamente aos dois desafios e ainda manifestou disponibilidade para uma articulação noutras áreas, em especial na saúde, com a possibilidade da vinda de médicos cubanos para preencherem carências. O anúncio da data da próxima feira e da confirmação de Cuba como país convidado foi feito esta segunda-feira na reunião da Câmara. Carlos Monteiro assinalou que o objectivo é ampliar a escala da FIT a outros continentes, até que se torne num evento mais internacional do que apenas ibérico, tendo em conta que a sigla o permite. Mas para o vereador da oposição, Eduardo Brito, a presença do país latino-americano é uma má aposta. «Claro que à primeira vista enche o olho», reconheceu o eleito pelo PS. Só que «devido ao regime e às dificuldades financeiras» de Cuba, é difícil admitir que a ideia seja bem-sucedida. Eduardo Brito insiste naquela que diz ser a grande questão à volta da FIT: «que estratégia?».

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A deputada eleita pela Guarda e actual secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, vai ser ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social do XXII Governo Constitucional.

O elenco do ministros foi esta tarde entregue pelo primeiro-ministro indigitado, António Costa, ao Presidente da República.

A actual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, será ministra da Coesão Territorial.

Eis a lista completa:

  • Primeiro-Ministro - António Costa;
  • Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital - Pedro Siza Vieira;
  • Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Augusto Santos Silva;
  • Ministra de Estado e da Presidência - Mariana Vieira da Silva;
  • Ministro de Estado e das Finanças - Mário Centeno;
  • Ministro da Defesa Nacional - João Gomes Cravinho;
  • Ministro da Administração Interna - Eduardo Cabrita;
  • Ministra da Justiça - Francisca Van Dunen;
  • Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública - Alexandra Leitão;
  • Ministro do Planeamento - Nelson de Souza;
  • Ministra da Cultura - Graça Fonseca;
  • Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Manuel Heitor;
  • Ministro da Educação - Tiago Brandão Rodrigues;
  • Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social - Ana Mendes Godinho;
  • Ministro da Saúde - Marta Temido;
  • Ministro do Ambiente e da Ação Climática - João Pedro Matos Fernandes;
  • Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Pedro Nuno Santos;
  • Ministra da Coesão Territorial - Ana Abrunhosa;
  • Ministra da Agricultura - Maria do Céu Albuquerque;
  • Ministro do Mar - Ricardo Serrão Santos.

Há cinquenta anos o país vivia nesta semana «uma ilusão». A campanha para a eleições legislativas de 26 de Outubro de 1969 prometia ser um quadro da esperançosa "Primavera Marcelista" e na Guarda, como em todo o país, um grupo de oposicionistas ao regime respondia à chamada e organizava-se para uma lista à então Assembleia Nacional. Era encabeçada por César Tavares e integrava João Gomes, Luís Baeta de Campos, Manuel Tavares Lopes, Silvina Almeida e António Rabaça Pereira. Um momento importante para a conquista da Democracia (que aconteceria cinco anos depois), que vai ser recordado no dia em que se completarem os 50 anos, com um almoço na Guarda, aberto a figuras que intervieram na candidatura ou a familiares. António José Dias de Almeida é um dos promotores e, em entrevista à Rádio, lembra os episódios que rodearam aquelas eleições que Marcelo Caetano prometera livres e justas («tão livres como na livre Inglaterra», teria assegurado o sucessor de Salazar). Mas não o foram. E a oposição não elegeu um único deputado em todo o país. Na Guarda o mais próximo foi a entrada de Francisco Pinto Balsemão na lista do regime pelo distrito, tornando-se depois num dos deputados da "ala liberal" e fundador do semanário Expresso.

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O Partido Socialista, pela voz do vereador Eduardo Brito, volta a desafiar a maioria PSD para a realização de eleições intercalares para a Câmara da Guarda. Não pelos motivos que invocou logo após a saída de Álvaro Amaro [recordar notícias aqui e aqui] mas por uma questão de clarificação perante a atitude que o líder do PS no executivo municipal acusa o actual presidente da autarquia de assumir sempre que lhe é pedido um esclarecimento. Desta vez a crítica veio a propósito das demissões na comissão que prepara a candidatura a Capital Europeia da Cultura. Carlos Chaves Monteiro responde que tudo isto não passa de  uma estratégia de distração por parte do vereador socialista: Eduardo Brito quererá renunciar ao lugar de eleito na Câmara mas está preso à promessa, feita na campanha eleitoral de 2017, de que ficaria até ao final do mandato, fosse em que condição fosse. E por isso precisa de forçar um pretexto para sair, insinua o presidente.

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O presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, apelou aos dirigentes da Associação Académica, que tomaram posse para um novo mandato, para «não se deixarem politizar», afirmando ter testemunhado, durante o processo eleitoral para a estrutura estudantil, «várias pressões e manobras que lamentavelmente alguns partidos políticos insistem em fazer», não importando «se estão a denegrir a Academia ou a instituição Politécnico». Mas foram pressões a que os estudantes «souberam resistir», reconheceu. O presidente do IPG também quer que tanto a comunidade educativa como a cidade se envolvam na integração dos novos alunos, venham eles de onde vierem: «são todos bem-vindos e todos eles são estudantes do Politécnico».

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A Associação Académica do Instituto Politécnico quer ser, cada vez mais, um parceiro de uma nova estratégia para o ensino superior. Por isso o presidente, João Nunes, deixou vários recados na tomada de posse do segundo mandato: aos próprios alunos, aos professores e sobretudo à cidade e aos poderes públicos. A Guarda «não compreende ou não quer compreender que são os estudantes que mairoritariamente estimulam a economia local», sublinhou o dirigente académico.

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