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Há vinte e cinco anos que Rui Sousa utiliza a bicicleta como meio de transporte, em lazer ou em trabalho. E nas últimas semanas assistiu às notícias acerca da transformação operada em cidades de vários pontos do mundo, que criaram espaços para a circulação de peões e ciclistas. Mais um sintoma do "novo normal" resultante do confinamento imposto pela pandemia, em que muitas pessoas começaram (ou recomeçaram) nas caminhadas ou retiraram as bicicleta da garagem.

Na Guarda o número de praticantes de ciclismo já era crescente, mesmo antes desta fase, mas Rui Sousa está empenhado na sensibilização para um novo paradigma: a troca do automóvel pela bicicleta, mesmo nas deslocações dentro da cidade.

Apesar do relevo, não é impossível que se criem novos hábitos, preconiza. Basta fazer algumas alterações, delimitar zonas pedonais e para velocípedes e estabelecer, manter e divulgar uma rede de percursos, na área urbana e em todo o concelho.

No que ao centro da Guarda diz respeito, Rui Sousa assinala as características únicas do "planalto" em que a cidade assenta. Defende, por isso, o encerramento total ou parcial de várias ruas ao trânsito automóvel, para uso exclusivo de peões e ciclistas. A mudança traria benefícios ao ambiente, às pessoas e ao próprio comércio local, assegura.

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A ministra da Saúde disse esta terça-feira que estão para breve mudanças na administração da Unidade Local de Saúde da Guarda. Em declarações aos jornalistas, Marta Temido confirmou a saída da equipa liderada por Isabel Coelho, em funções desde 2017 e que terminou o mandato a 31 de Dezembro do ano passado. Vai ser mesmo feita a substituição, indicou a governante, pondo desta forma fim às expectativas de continuidade de alguns membros do conselho de administração. Embora a própria presidente, num comunicado divulgado também hoje, faça questão de lembrar que «a comissão de serviço terminou no dia 31 de Dezembro de 2019, estando desde essa altura a aguardar substituição».

Este desfecho, numa unidade de saúde que tem estado na primeira linha do combate à pandemia de covid-19 e que ainda recentemente recebeu o pouco habitual elogio público da Ordem dos Médicos [ver notícia aqui], por ser precipitado por uma polémica que levou à demissão em bloco da comissão, criada no início de Março, para dar resposta à doença. Uma demissão relacionada com diversências com o conselho de administração da ULS.

O diretor do serviço de pneumologia e coordenador da equipa, Luís Ferreira, não quis explicar, em declarações à Rádio, os motivos concretos que estiveram na origem da decisão, apenas conmfirmando a existência de desentendimentos. O médico pneumologista refere que nos cerca de três meses em que a comissão esteve a trabalhar foi enfrentado o período crístico de uma pandemia que está, agora, a acalmar.

O restantes elementos da comissão demitiram-se em solidaridade com o coordenador: Adelaide Campos (diretora do Serviço de Urgência), Luísa Lopes (diretora Unidade de Cuidados Intensivos), Catarina Quinaz (infeciologista), João Correia (diretor do Serviço de Medicina Interna), Alcina Tavares (coordenadora do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções), Ana Isabel Viseu (coordenadora da Unidade de Saúde Pública) José Valbom (delegado de Saúde do concelho da Guarda) e os enfermeiros Júlio Salvador e Vítor Salomé.

No comunicado tornado público hoje, a administração da Unidade Local de Saúde garante que «nunca retirou a confiança a esta Comissão ou a qualquer dos seus membros em particular». Antes pelo contrário: «não se cansa de enaltecer e agradecer o seu trabalho exemplar ao longo destes difíceis meses».

Sobre a possibilidade de integrar o próximo conselho de administração, Luís Ferreira diz que não está no horizonte: nem para presidente nem para director clínico (cargo que, de resto, já exerceu). Isto em resposta ao facto de ser um dos nomes apontados para suceder a Isabel Coelho.

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É um gesto fora de tempo que apenas prossegue o clima de guerrilha dentro do PSD da Guarda. Tiago Gonçalves, comentador do programa de debate político “Quarto Poder”, referiu-se assim  à divulgação da carta que terá sido assinada por presidentes de junta contra a retirada dos pelouros pelo presidente da Câmara ao então vice-presidente, Sérgio Costa. Mas isso aconteceu há dois meses e meio e o facto de a missiva (supostamente enviada ao secretário-geral do PSD) só ter sido tornada pública agora, mas sem se saber ao certo quantos e quais presidentes de junta a assinaram, não faz qualquer sentido e é mais um foco de confusão num partido que precisa de paz, lamenta o também presidente da concelhia. Pedro Pires, o outro interveniente no programa, também considera que a divulgação da carta dos presidentes de junta, nesta altura e omitindo a informação mais relevante, foi um acto de desespero que deve ser interpretado em paralelo com outras atitudes das últimas semanas.

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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses volta à questão da precariedade de muitos profissionais e denuncia várias situações que se agravaram com a crise da pandemia do coronavírus. Em relação à Unidade Local de Saúde da Guarda o sindicato quer (entre outras coisas) a vinculação dos enfermeiros precários. O dirigente sindical Honorato Robalo lembra que são cerca de quatro dezenas, alguns dos quais com vínculo de subcontratação e que ganham menos do que deviam.

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A Câmara Municipal da Guarda está a lançar uma campanha nacional de promoção turística. Depois do confinamento e das restrições à circulação, a mensagem é clara: «Agora já é tempo» de visitar o concelho. Carlos Monteiro, o presidente do município, diz querer posicionar a Guarda nas oportunidades que se abrem ao turismo no Interior.

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A plataforma contra as portagens na A23 e A25 quer que o Governo suspenda o pagamento das taxas até ao final do ano, como forma de amenizar os impactos da pandemia na economia do Interior. Associações empresariais e sindicais mantêm a posição de princípio de que as portagens devem ser abolidas, mas defende no imediato a suspensão  do pagamento nas antigas SCUT, pelo menos até ao final de 2020. Seria uma forma de aliviar os impactos da crise na vida das pessoas e das empresas, diz Luis Garra, um dos habituais porta-vozes da organização que engloba sindicatos, empresas e comissões de utentes dos distritos da Guarda e Castelo Branco.

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A Câmara Municipal da Guarda vai prolongar o desconto nas tarifas da água aos consumidores, pelo menos durante mais um mês. Esta foi uma das medidas do programa "Salvaguarda", de apoio aos cidadãos e às actividades económicas do concelho [ver notícia aqui], como resposta à crise provocada pela pandemia. Muitas delas estão agora a ser revistas, no sentido de vigorarem por um período alargado, revela o presidente, Carlos Chaves Monteiro. E na sexta-feira deverão ser reveladas novas iniciativas.

O desconto nas tarifas da água, em vigor nas facturas referentes aos consumos de Abril e Maio, é de 30 por cento. No primeiro escalão (até 5 metros cúbicos), o preço unitário por metro cúbico baixou de 0,7929 € para 0,5550 €, no segundo escalão (6 a 15 metros cúbicos) de 0,9911 € para 0,6938 € e no terceiro escalão (16 a 25 metros cúbicos) de 1,2390 € para 0,8673 €. Estes valores deverão vigorar também em Junho.

Além do desconto, o prazo de pagamento das facturas foi prorrogado para 90 dias.

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