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Depois de fazer uma sub-especialização em ginecologia oncológica num hospital norte-americano de referência mundial, João Casaonova o entrou agora na Fundação Champalimaud, onde trabalha desde o inicio do mês. Para trás ficaram dois anos intensos, nos Estados Unidos. O jovem médico da Guarda diz que aprendeu com os melhores,

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O Instituto Politécnico da Guarda está a receber cerca de mil novos alunos, no conjunto das três fases de acesso e de vagas especiais ou adicionais. É o melhor resultado dos últimos quinze anos, sublinha o presidente, Constantino Rei.

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Os passageiros do comboio Intercidades que partiu da Guarda ontem pouco depois das 18h00, e que devia ter chegado a Lisboa por volta das 22h20, ficaram retidos durante cerca de quatro horas  na composição parada na Linha da Beira Alta, na estação de Santa Comba Dão, devido ao risco de incêndio na via ferroviária.

Acabaram por ser retirados e levados para o edifício do Centro Cultural de Santa Comba Dão, porque as chamas ameaçaram a estação e a própria composição.

Com as comunicações móveis em baixo durante várias horas, os pais de dezenas de estudantes do ensino superior que faziam o percurso da Guarda para Coimbra e para Lisboa estiveram impossibilitados de contactar os filhos, ao passo que as linhas telefónicas de apoio da CP não prestaram qualquer informação.

O acesso ao local por estrada, que muitos pais fizeram, também se tornou difícil. Só ao fim da madrugada e início da manhã muitos conseguiram chegar a Santa Comba Dão. A Rádio falou com Carlos Lopes, que foi ao encontro de uma filha que seguia no comboio para Coimbra.

Também Mariana Henrique e Filipe Alexandre, estudantes que seguiam da Guarda para Lisboa, dão o testemunhos da «noite de pânico» que viveram.

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Os bombeiros estão «entregues à própria sorte» e pedem «toda a ajuda possível à população» no combate aos incêndios que deflagraram ontem no concelho, pois admitem não ter meios «para chegar a todo o lado». É o desabafo, depois de um dia e uma noite de combate a três fogos florestais, do comandante dos Bombeiros Voluntários da Guarda, Paulo Sequeira.

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Não coincidem as versões das estruturas do Partido Socialista sobre o caso em que está envolvido o candidato à Câmara da Guarda, Eduardo Brito, e que vai levá-lo a julgamento por um crime de prevaricação, devido a actos alegamente cometidos quando era presidente da Câmara de Seia. O presidente da comissão política concelhia, João Pedro Borges, revela que que o PS estava a par de tudo e há muito tempo. Mas o presidente da federação distrital, António Saraiva, garante que não sabia de nada e que só teve conhecimento do caso através da notícia [aqui] da Rádio.

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Eduardo Brito, candidato do Partido Socialista à Câmara da Guarda e eleito vereador, esteve para começar a ser julgado pelo crime de prevaricação em plena campanha para as autárquicas. Só um artigo da Lei Eleitoral o salvou do embaraço de ter de sentar-se no banco dos réus no dia 27 de Setembro, às 9 e meia da manhã, perante um colectivo de juízes no Tribunal da Guarda.

Naquela manhã, o candidato e uma pequena comitiva embarcaram num autocarro dos transportes urbanos e fizeram o percurso entre a Estação e as Lameirinhas, com a justificação de «ouvir as queixas e as sugestões dos utilizadores deste transporte». Só que esta viagem não foi previamente comunicada aos órgãos de comunicação social e não fazia parte do programa da campanha. Terá surgido como um agendamento de última hora, para uma manhã em que Eduardo Brito poderia ter de responder à chamada para julgamento no Tribunal da Guarda, que mais não fosse para invocar a escusa prevista na Lei Eleitoral.

O artigo em causa (Artº 9º da Lei Orgânica nº1/2001) estabelece que quando «movido procedimento criminal contra algum candidato», e indiciado que este esteja «definitivamente por despacho de pronúncia», o processo só pode prosseguir após «a proclamação dos resultados das eleições».

Por qualquer motivo (requerimento anterior, cruzamento de processos ou iniciativa do próprio juiz), o Tribunal da Guarda já tinha despachado essa mesma suspensão dois dias antes: na segunda-feira, 25 de Setembro, foi determinado que o processo continuaria após as eleições e que fosse dado conhecimento dessa decisão ao acusado.

Eduardo Brito terá então sabido que, pelo menos por aquela semana, não teria de apresentar-se a julgamento nem a qualquer diligência relacionada com o processo.

Este facto coincidiu com o momento em que a campanha do Partido Socialista começou a centrar o discurso nos ataques à comunicação social (mais concretamente à Rádio Altitude, o único meio que fazia a cobertura da campanha), pondo sistematicamente em causa, através das intervenções do candidato à Assembleia Municipal, Joaquim Carreira, o trabalho informativo realizado.

Joaquim Carreira foi adensado essas investidas ao longo da semana, ao ponto de, numa sessão no Bairro Senhora de Fátima, ter confrontado diretamente o repórter que ali se encontrava em serviço.

À Rádio foram chegando pedidos de desculpas, por parte de militantes com maior ou menor relevância na candidatura. Mas Eduardo Brito não só nunca de demarcou publicamente dos discursos do candidato à Assembleia Municipal como, por uma vez, até o acompanhou: precisamente a 27 de Setembro, numa sessão realizada ao fim do dia em Fernão Joanes, secundou Joaquim Carreira, ao dizer que assistia a um ambiente de informação favorável ao adversário, que lhe fazia lembrar a propaganda do regime Nazi, citando uma máxima de Joseph Goebbels, ministro de Hitler.

Pode agora concluir-se que esta terá sido uma estratégia de “cortina de fumo”, com o candidato à Assembleia Municipal propositadamente a lançar suspeitas sobre a comunicação social para tentar condicionar o surgimento de eventuais notícias acerca do processo ou para desacreditar quem, porventura, trouxesse o caso a público naquela decisiva semana da campanha?

O processo em julgamento diz respeito a decisões de Eduardo Brito enquanto presidente da Câmara de Seia. O antigo autarca é acusado de ter permitido a construção de uma moradia particular num terreno, na freguesia de Santa Marinha, onde era proibida a edificação, por se situar na zona protegida do Parque Natural da Serra da Estrela.

O dono da obra é descrito como «pessoa partidariamente próxima» de Eduardo Brito.

O Ministério Público acabaria por abrir um inquérito e o despacho de acusação conclui que o então presidente da Câmara, um dirigente do Departamento de Urbanismo e o requerente da obra terão violado a lei e falsificado ou permitido que fossem falsificadas informações.

O despacho de pronúncia ordenou o julgamento e Eduardo Brito vai responder por prevaricação, sujeitando-se ainda à pena acessória de proibição do exercício de funções públicas.

É aqui que entra que entra a questão política de fundo.

O candidato do PS à Câmara da Guarda só não começou a ser julgado em plena campanha porque a Lei Eleitoral determina a suspensão do processo até depois das eleições. Tem agora a primeira audiência marcada para 23 de Outubro, no Tribunal da Guarda.

Poucos dias antes, a 19, realiza-se a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos.

Chegará o vereador eleito a tomar posse?

Contactado esta manhã pela Rádio, Eduardo Brito respondeu – sem querer gravar declarações – que assumirá o lugar no executivo, aguardando o curso do processo.

Garantiu, também, ter cumprido «todas as formalidades junto do Partido Socialista» quando foi convidado a candidatar-se à Câmara da Guarda. Ou seja: as estruturas do PS sempre tiveram conhecimento de que o candidato estaria a ser chamado para julgamento por crimes alegadamente cometidos enquanto presidente da Câmara de Seia.

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O presidente da Câmara de Pinhel, Rui Ventura, derclara o apoio a Pedro Santana Lopes para a liderança nacional do PSD. O autarca critica o anúncio de Carlos Peixoto, presidente da comissão política distrital, de alinhamento institucional com a candidatura de Rui Rio. A estrutura «não pode falar pelo PSD».

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